O frio que corta meus pulsos
encobrindo os enganos,
congela minhas asas
e me torna instável.
Meu hálito torna-se sussurro
e meus olhos perdem-se pelo horizonte.
Eu avisto meu ser
vagando por entre os caminhos,
repousando onde meus olhos não alcançam.
Retornou as cinzas ao atravessar a fronteira.
Meu peito explode em angústia,
meu sublime gesto me devolve ao mundo.
Meu sonho é mais lúcido do que minha realidade.
O som que percorre meus tímpanos,
ecoa como melodia,me chamando para a eternidade,
mas meu corpo rejeita
pois está preso a esse mundo,
encantado com suas ilusões.
Eu retornei a selva de restos,
onde a compaixão me humilha
e a vergonha me atormenta.
Meu caminhar é lento,
assim como os dias em que ressuscito
passam por minha mente como aves,
migrando buscando sua sobrevivência.
Me atrevo a ter esperança
e a cada passo que dou,
meu destino me condena.
Estou sentenciada a pior das penas:a vida!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
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